Nas
sombras de Última Alma, ergue-se o santuário,
Onde
a penumbra esconde a última confissão.
Lá vive a dor que queima, fogo dum calvário,
Entre
a ferida aberta e a luz da oração.
O
pecado nunca dorme, vigia no nevoeiro,
Mas
a fé insiste, teimosa em sobreviver.
A
alma luta em fúria no escuro derradeiro,
Para
que a noite eterna não a venha engolir.
Se
caminhas sozinho e já sentiste a queda,
Se reconheces os teus próprios demónios...
Esta é a tua estrada, onde a verdade cega,
Sem
pactos nem ilusões, desfeitos os sonhos.
O
meu último "eu" morre no ano que lá vai,
Prometo
ser melhor quando o ano renovar.
Sigo
o meu caminho, a força não me cai,
Esta é a minha busca, de passo firme a andar.

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