Não há tinta que escreva o meu
traçado,
Nem vento que desvie o meu
querer;
O meu destino foi no aço forjado,
Nas marcas que a vida me deu a
sofrer.
Cada sulco na pele é um marco de
glória,
Um passo de gigante em solo escarpado;
Sou eu quem escreve a minha
memória,
Sem pedir licença ao que foi passado.
Ergo a fronte ante o abismo sem
fim,
Pois a honra é o lume que a alma me aquece;
Não busco no mundo o que mora em
mim,
Nem sigo o rebanho que o medo
obedece.
O meu solo é sagrado, por mim
construído,
Entre o caos do silêncio e o
grito do mar;
Pelo brilho da luta me sinto imbuído,
No firme propósito de me superar.
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