sexta-feira, 10 de abril de 2026

O Meu Caminho

 


Não há tinta que escreva o meu traçado,

Nem vento que desvie o meu querer;

O meu destino foi no aço forjado,

Nas marcas que a vida me deu a sofrer.

 

Cada sulco na pele é um marco de glória,

 Um passo de gigante em solo escarpado;

Sou eu quem escreve a minha memória,

 Sem pedir licença ao que foi passado.

 

Ergo a fronte ante o abismo sem fim,

 Pois a honra é o lume que a alma me aquece;

Não busco no mundo o que mora em mim,

Nem sigo o rebanho que o medo obedece.

 

O meu solo é sagrado, por mim construído,

Entre o caos do silêncio e o grito do mar;

 Pelo brilho da luta me sinto imbuído,

No firme propósito de me superar.



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