Diz-se que as melhores coisas da
vida não se explicam, sentem-se. Mãe é, talvez, o maior exemplo desta máxima. É
uma palavra curta, de apenas três letras, que se pronuncia num sopro, mas que
carrega em si o peso e a vastidão de um universo inteiro.
Ser mãe é possuir uma memória
seletiva para a dor. Ela carrega o cansaço, as noites em branco e as angústias
do destino, mas, ao ver o sorriso de um filho, opera-se um milagre: ela
esquece. O sofrimento transmuta-se em resiliência. É a única presença capaz de
dar a própria vida, não como um ato de heroísmo dramático, mas como uma
extensão natural do seu cuidado.
A mão de uma mãe tem uma anatomia
única:
- Aconchega: É o porto de abrigo onde o tempo para.
- Aconselha: É a voz da intuição que nos guia quando
perdemos o norte.
- Protege: É o escudo invisível contra as tempestades
do mundo.
Seja uma ferida no joelho ou uma
cicatriz profunda na alma, o toque materno possui um bálsamo que a ciência não
explica. É a "mão carinhosa" que abafa o grito e transforma o medo em
serenidade.
O mundo é mestre em partidas e
abandonos. Amizades oscilam, amores findam e multidões dispersam-se quando o
inverno da vida chega. No entanto, no vazio do abandono, resta uma figura. Ela
está lá.
Mesmo quando não concordamos,
mesmo quando falhamos ou quando nos perdemos de nós mesmos, a mãe é o farol que
permanece aceso. Ela não ama pelo que fazemos, mas pelo que somos.

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