Nas terras onde o vento é uma navalha,
E o silêncio é o sino que o tempo
consome,
O Bernardo não é apenas o homem que
trabalha,
É
o verbo "Pai" que se exerce sem nome.
.
O "Lobo" rondou com o frio do
inverno,
A
injustiça trouxe o seu rasto de dor,
E o Estado esse monstro distante e externo
Deu apenas o papel, o vazio, o desamor.
E ele perdeu o descanso, o ouro e o
chão,
Aceitou a perda, a vizinha condenação,
Escolheu o caminho que a alma reclama:
Ser a autoridade que o sangue proclama.
Não são as leis dos homens que o guiam
agora,
Pois a lei falha onde o frio é profundo;
Ele é a rocha que aguarda a aurora,
O limite exato entre a casa e o mundo.
Perdeu-se a si mesmo em atos de guerra,
Para que os filhos ganhassem a terra.
No fim, quando o sol se deita na crista,
Que ser pai é a resistência que o mal não
avista,

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