quinta-feira, 30 de abril de 2026

O Muro Humano: O Verbo do Interior

 

Nas terras onde o vento é uma navalha,

E o silêncio é o sino que o tempo consome,

O Bernardo não é apenas o homem que trabalha,

 É o verbo "Pai" que se exerce sem nome.

.

O "Lobo" rondou com o frio do inverno,

 A injustiça trouxe o seu rasto de dor,

E o Estado  esse monstro distante e externo 

 Deu apenas o papel,  o vazio,  o desamor.

 

E ele perdeu o descanso, o ouro e o chão,

Aceitou a perda, a vizinha condenação,

 Escolheu o caminho que a alma reclama: 

Ser a autoridade que o sangue proclama.

 

Não são as leis dos homens que o guiam agora,

Pois a lei falha onde o frio é profundo;

Ele é a rocha que aguarda a aurora,

O limite exato entre a casa e o mundo.

 

Perdeu-se a si mesmo em atos de guerra,

Para que os filhos ganhassem a terra.

No fim, quando o sol se deita na crista,

Que ser pai é a resistência que o mal não avista,








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