Não serei voz que lamenta, nem lamento,
Queixa que se ergue sem um rasto de valia.
Onde o pesar se anuncia em cada acento,
Prefiro a obra que em silêncio se confia.
Se parte sou do mal que o tempo tece,
Que seja a minha mão quem o desfaça.
A justificação que a fraqueza oferece,
Jamais será mais forte que a audácia.
A atitude é o escudo, o verbo é a ponte,
Que liga o querer ao feito, em pura essência.
De um problema incerto, à distante fonte,
Busco a rota que me traz a providência.
Não a crítica vã, que o espírito esfola,
Nem a sombra de quem só sabe julgar.
Mas o esforço que o tempo não consola,
A glória de quem se atreve a edificar.
Que o suor seja o hino, o labor a prece,
A solução, a luz que o caminho traça.
Pois quem só se lamenta, em nada cresce,
Mas quem age, em si a própria força abraça.
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