segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A força da ação

 Não serei voz que lamenta, nem lamento, 

Queixa que se ergue sem um rasto de valia. 

Onde o pesar se anuncia em cada acento, 

Prefiro a obra que em silêncio se confia.

Se parte sou do mal que o tempo tece,

 Que seja a minha mão quem o desfaça. 

A justificação que a fraqueza oferece, 

Jamais será mais forte que a audácia.

A atitude é o escudo, o verbo é a ponte, 

Que liga o querer ao feito, em pura essência.

 De um problema incerto, à distante fonte, 

Busco a rota que me traz a providência.

Não a crítica vã, que o espírito esfola,

 Nem a sombra de quem só sabe julgar. 

Mas o esforço que o tempo não consola, 

A glória de quem se atreve a edificar.

Que o suor seja o hino, o labor a prece, 

A solução, a luz que o caminho traça. 

Pois quem só se lamenta, em nada cresce, 

Mas quem age, em si a própria força abraça.



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