Eu não vendo a alma, nem a ponho à venda, No mercado de quem busca um lugar. Meu ser não se dobra, nem se rende, A um script que eu não queira honrar.
Não me fiz seguidor, nem peço a absolvição, De dogmas que não vestem o meu andar. Minha verdade nasce na solidão, No eco que me diz: "Tens de lutar."
Não sou santo, nem pretendo ser, Minha alma é de carne, sangra e chora. Mas é real, e sabe bem viver, No avesso do que o mundo agora adora.
Não troco a minha essência por aplausos, Nem a pureza de um sim ou de um talvez. Caminho entre os risos e os fracassos, Fiel à voz que me ensina o que se fez.
As marcas que carrego são divinas, Mais minhas que qualquer prece ou cruz. Em mim as verdades são genuínas, E a minha própria sombra me conduz.
Não me ajoelho perante a falsidade, Nem troco a liberdade por um pão. Sou o que sou, na pura intensidade, Onde a verdade é a única oração.
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