quinta-feira, 23 de abril de 2026

Casa, Rio e natureza

 


Na minha casa, o rio é um segredo, 

Espreita o horizonte em doce calma, 

No fundo do quintal, num breve enredo,

 Laranjeiras florescem para a alma.


Ergue-se o Ginko, imponente guardião, 

Testemunha de eras, firme e paciente,

 Enquanto a floresta, em vasta pulsação,

 Abriga o canto de um coro estridente.


Ao lado, a igreja, o tempo a descansar,

 O adro longo, o cruzeiro no altar do chão,

 É aqui, neste fado, que hei de ficar, 

Até que o tempo se perca na imensidão.




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